Caçadores de Medula Óssea

Dúvidas


Utilizamos a base de perguntas e respostas feitas pelo INCA- Instituto Nacional do Câncer sobre o TMO- Transplante de Medula Óssea:

O que é medula óssea?
É um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecida popularmente por ‘tutano’. Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. As hemácias transportam o oxigênio dos pulmões para as células de todo o nosso organismo e o gás carbônico das células para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo e nos defendem das infecções. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.
O que a populãção pode fazer para ajudar os pacientes?
Todo mundo pode ajudar. Para isso é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e estar com boa saúde. Para se cadastrar, o candidato a doador deverá procurar o Hemocentro mais próximo de sua casa, onde será feita a coleta de uma amostra de sangue (5ml) para a tipagem de HLA (características genéticas essenciais para a seleção de um doador). Os dados do doador são inseridos no cadastro do REDOME e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada compatibilidade, o doador será consultado para confirmar que deseja realizar a doação. Saiba mais.
 

REDOME – Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea
Rua do Resende, 195, térreo – Centro – Rio de Janeiro / RJ
Telefone: 3970-4100
e-mail: redome@inca.gov.br
 

Leia mais sobre o Centro de Transplante de Medula Óssea do INCA

 

Qual a diferença entre medula óssea e medula espinhal?
Enquanto a medula óssea, como descrito anteriormente, é um tecido líquido que ocupa a cavidade dos ossos, a medula espinhal é formada de tecido nervoso que ocupa o espaço dentro da coluna vertebral e tem como função transmitir os impulsos nervosos, a partir do cérebro, para todo o corpo.

O que é transplante de medula óssea?
É um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como leucemia e linfoma. Consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável. O transplante pode ser autogênico, quando a medula vem do próprio paciente. No transplante alogênico a medula vem de um doador. O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.

Quando é necessário o transplante?
Em doenças do sangue como a Anemia Aplástica Grave, Mielodisplasias e em alguns tipos de leucemias, como a Leucemia Mielóide Aguda, Leucemia Mielóide Crônica, Leucemia Linfóide Aguda. No Mieloma Múltiplo e Linfomas, o transplante também pode ser indicado.Anemia Aplástica: É uma doença que se caracteriza pela falta de produção de células do sangue na medula óssea. Apesar de não ser uma doença maligna, o transplante surge como uma saída para ‘substituir’ a medula improdutiva por uma sadia.

Leucemia: É um tipo de câncer que compromete os glóbulos brancos (leucócitos), afetando sua função e velocidade de crescimento. Nesses casos, o transplante é complementar aos tratamentos convencionais.

Como é o transplante para o doador?
Antes da doação, o doador faz um rigoroso exame clínico incluindo exames complementares para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. A doação é feita em centro cirúrgico, sob anestesia, e tem duração de aproximadamente duas horas. São realizadas múltiplas punções, com agulhas, nos ossos posteriores da bacia e é aspirada a medula. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 15%. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde. Leia mais sobre a doação de medula.

Como é o transplante para o paciente?
Depois de se submeter a um tratamento que ataca as células doentes e destrói a própria medula, o paciente recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue. Essa nova medula é rica em células chamadas progenitoras que, uma vez na corrente sangüínea, circulam e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem. Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos e hemorragias. Por isso, deve ser mantido internado no hospital, em regime de isolamento. Cuidados com a dieta, limpeza e esforços físicos são necessários. Por um período de duas a três semanas, o paciente necessitará ser mantido internado e, apesar de todos os cuidados, os episódios de febre muito comuns. Após a recuperação da medula, o paciente continua a receber tratamento, só que em regime ambulatorial, sendo necessário em alguns casos o comparecimento diário ao Hospital-dia.

Quais os riscos para o paciente?
A boa evolução durante o transplante depende de vários fatores: o estágio da doença (diagnóstico precoce), o estado geral do paciente, boas condições nutricionais e clínicas, além, é claro, do doador ideal. Os principais riscos se relacionam às infecções e às drogas quimioterápicas utilizadas durante o tratamento. Com a recuperação da medula, as novas células crescem com uma nova ‘memória’ e, por serem células da defesa do organismo, podem reconhecer alguns órgãos do indivíduo como estranhos. Esta complicação, chamada de doença enxerto contra hospedeiro, é relativamente comum, de intensidade variável e pode ser controlada com medicamentos adequados. No transplante de medula, a rejeição é rara.

Quais os riscos para o doador?
Os riscos são poucos e relacionados a um procedimento que necessita de anestesia, sendo retirada do doador a quantidade de medula óssea necessária (menos de 15%). Dentro de poucas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada. Uma avaliação pré-operatória detalhada verifica as condições clínicas e cardiovasculares do doador visando a orientar a equipe anestésica envolvida no procedimento operatório.

O que é compatibilidade?
Para que se realize um transplante de medula é necessário que haja uma total compatibilidade entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será rejeitada. Esta compatibilidade é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossoma 6, que devem ser iguais entre doador e receptor. A análise de compatibilidade é realizada por meio de testes laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamados de exames de histocompatibilidade. Com base nas leis de genética, as chances de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de 25%.

O que fazer quando não há um doador compatível?
Quando não há um doador aparentado (geralmente um irmão ou parente próximo, geralmente um dos pais), a solução para o transplante de medula é fazer uma busca nos registros de doadores voluntários, tanto no REDOME (o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) como nos do exterior. No Brasil a mistura de raças dificulta a localização de doadores compatíveis. Mas hoje já existem mais de 12 milhões de doadores em todo o mundo. No Brasil, o REDOME tem mais de 1 milhão e 400 mil  doadores.

O resultado deste projeto foi o grande aumento do REDOME que, em 2003, só oferecia 11% do material utilizado para os transplantes. A meta de 250 mil doadores cadastrados até 2007 foi atingida no primeiro semestre de 2006. Hoje, o Registro já responde por 60% dos doadores encontrados e em 2010 já alcançou a marca de um milhão e 400 mil doadores cadastrados.

Apesar de crescente, este número ainda é insuficiente para atender a todos os pacientes que precisam de transplante principalmente pelo fato da probabilidade de se achar um doador compatível dentro do Brasil ser de um em cem mil.

Quantos hospitais fazem o transplante no Brasil?
São 55 centros para transplantes aparentados e 14 para transplantes com doadores não-aparentados: INCA, HCFF da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo (HCUSP), Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HCUFPR), Universidade de Campinas (UNICAMP), Centro Infantil Boldrini de Campinas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Hospital Amaral Carvalho – Jaú/SP, Hospital Real Português-Recife/PE, Hospital Santa Marcelina-SP, GRAAC, Hospital São Paulo-EPM e Hospital Albert Einstein-SP/SP.

Quantos transplantes o INCA faz por mês?
A média é de dois transplantes com doadores não-aparentados. Mensalmente são realizados sete transplantes do tipo autólogo (de uma pessoa para si mesma) e com doador aparentado.
  
Fonte: AMEO

Importante: um doador de medula óssea deve manter seu cadastro sempre atualizado. Caso haja alguma mudança de informação, a pessoa deve entrar em contato com o REDOME (21+3970-4100 / redome@inca.gov.br).

O que é o REDOME
Para reunir as informações (nome, endereço, resultados de exames, características genéticas) de pessoas que se voluntariam a doar medula para pacientes que precisam do transplante foi criado o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME), instalado no Instituto Nacional de Câncer (INCA). Um sistema informatizado cruza as informações genéticas dos doadores voluntários cadastrados no REDOME com as dos pacientes que precisam do transplante. Quando é verificada compatibilidade, a pessoa é convocada para realizar a doação.
Campanha Nacional de Doação de Medula Óssea
Em 2004, o INCA criou um projeto que visava à criação de um modelo de recrutamento de doadores de medula óssea no país, seguido até hoje. Este projeto foi uma parceria com hemocentros, empresas, organizações governamentais e ONGs. A proposta adotada na época foi a de não fazer campanhas abertas à população, mas focar em um doador mais comprometido e informado a respeito da doação de medula óssea. Por isso, a opção foi fazer parcerias com empresas para captar doadores entre os funcionários. Outro ponto importante das parcerias com as empresas era regionalizar o cadastro, ou seja, captar doadores fora do eixo Sul / Sudeste. Organizações com filiais em diversos estados do país eram fundamentais para alcançar este objetivo.
Existem critérios para selecionar os pacientes que passam pelo transplante?
O paciente precisa ser inscrito no sistema do Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (REREME). Se o paciente tem a indicação do transplante e for inscrito no REREME, ele fará o procedimento (transplante) logo que for localizado o doador. O transplante só não será realizado uma vez que o estado geral do paciente piore.
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11 Respostas to "Dúvidas"

Tenho 17 anos e estou louca para doar Medula óssea ?
Eu posso ?
Como eu faço para me cadastrar ?

Oi, Andressa!

Bem, flor para ser doador é necessário ter 18 anos. Mas, não fique triste que tal enquanto isso ajudar em campanhas para cadastramento de Doadores de Medula? Que tal conhecer grupos que desenvolva este trabalho em sua cidade? O contato te fará ter a certeza de que quando completares 18 anos será uma coisa muito importante a fazer!!! Seja bem vinda à família de Caçadores de Medula!!!

Um super beijo no seu coração,

Andréia

queria poder ajudar as pessoas oque preciso fazer?

Letícia,

Para ajudar, basta procurar o Hemocentro de sua cidade e cadastrar-se como Doadora de Medula Óssea. É simples,indolor, fácil e valerá muito a pena! Leia a sessão dúvidas.

Um abraço,

Andréia Kely

gostaria de saber se pra quem tem retinose pigmentar pode ser feito com transplante de medula ossea?pois meu marido ele tem 37 anos e precisa?

Dirce,

O transplante de medula óssea é indicado para afecções da medula óssea e do sangue, não sei te responder se é um procedimento indicado para retinose pigmentar. Entretanto, localizei esta informação pela internet e te aconselho a entrar em contato com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e Hemocentro da Universidade de São Paulo, a seguir apresento nota do Globo Online:

Segundo o Globo Online, a utilização de células-tronco pode trazer esperanças para o tratamento de problemas graves de visão, como a retinose pigmentar, que leva à cegueira:

Médicos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e do Hemocentro da Universidade de São Paulo (USP) realizaram o procedimento em três pacientes, e outros dois estão sendo preparados. (…) Se der certo para retinose pigmentar – estima-se que no Brasil 40 mil pessoas sofrem desse mal -, o tratamento poderá ser testado em outras doenças, como a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e a retinopatia por diabetes.”

Boa Sorte e um Super Abraço,

Andréia Kely
Caçadores de Medula Óssea

tenho um parente tem lmc ja fez transplante de medula , so q agora fara um transplante de rins na segunda .Estou preocupada ,quais os reais riscos de uma pessoa nesse estado ,sei q ha risco de obito pelo estado em q se encontra,mas quero mais detalhes ,quais as consequencias? conhecem alguem q fez e tenha dado tudo certo , sobreviveu? estou com medo Me falem sobre isso por favor!!
Obrigada

DIRCE/CAMPO GRANDE/MS – 67 – 9988-5266
Meu filho tem Leucemia Linfoide Aguda, diagnosticado em 07/2009 e em 10/11/2011 recebeu alta do tto, entretanto, em 12/2011 teve RECIDIVA “volta da doença”, ou seja, não respondeu ao tto. Pergunto: Ele esta inscrito no REREME desde de 2009 e agora a situação dele é URGENTE. Pois a quimio e radio não fez o efeito necessário. Ele depende de Doadores não aparentados uma vez que não conseguiu na familia,ou pode ser de Cordão Umbilical de qquer pessoa. Me ajudem! É a vida do meu filho está em risco. O número de Cadastro dele no REREME é 9421.

Oi, já participei do blogue que é muito legal, estou com uma dúvida se alguém puder me ajudar, trato de LMC faz três anos, e estou notando algumas reações agora, inclusive essa semana passei mal mas ainda n estive c meu médico, pois li em vários artigos q dizem q depois de 3 anos a medicação q eu tomo q e o glivec 400 mg, n faz mais o efeito esperado, esta alterando minha pressão e dando náuseas e sensação de desmaio, estou meio preocupado, mas tenho fé que tudo dará certo, tenho 30 anos, moro em São João del rei, mg quem quiser escrever meu email claudiusgaroto@yahoo.com.br, boa noite a todos.

Oi Cláudio!

Infelizmente, eu ainda não tinha ouvido falar disso. O que posso aconselhar é que você converse com o seu médico, só ele mesmo para nos tirar essa dúvida. Não se preocupe, porque certamente você terá outras opções, a exemplo do Tasigna. Por outro lado pode se algo de sua cabeça ou uma outra enfermidade que você está desenvolvendo, somente uma bateria de exames e longas aconselhamentos com seu médico vão te tirar dessa situação. Te desejo tudo o de bom e mande-nos notícias.

Um beijo grande,

Andréia Kely

eu, moro em RO., descobri que tinha l.m.c. e já estou tomando o cliveq a 15 dias, e vou ser pai de duas meninas gêmeas, ouvi alguns comentários que ao passar do tempo ele para de fazer efeito, será verdade, e queria saber sobre o cordão umbilical se da certo ou não, se tenho que guardar esse cordão, elas vão nascer agora poucos dias oq eu faço…….

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Olá, meu nome é Andréia Kely!

Criei o blog Caçadores de Medula Óssea a fim de reunir todas as informações sobre campanhas de doação de medula óssea, bem como interagir como uma ferramenta educativa, explicativa, esclarecedora e motivadora para todos os que entendem a grandiosidade de doar vida!
Dedico este blog a todos que vivem ou já viveram com diagnósticos de leucemia e doenças do sangue!
Sejam bem vindos, a grande corrente pela vida!

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