Caçadores de Medula Óssea

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Drogas que combatem a doença e terapia com células geneticamente modificadas foram destaques em evento da Sociedade Americana de Hematologia

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O encontro anual de 2012 da Sociedade Americana de Hematologia reuniu diversas inovações no tratamento da leucemia, tipo de câncer que se origina na medula óssea e atinge o sangue. O evento teve início no dia 8 de dezembro, e estendeu-se até o dia 11, na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos. O reunimos aqui os principais avanços apresentados neste evento na lista abaixo:

1 – Novo medicamento

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Pesquisadores de dez centros médicos nos Estados Unidos e na Europa testaram um medicamento que reverteu o quadro de leucemia em mais de um terço dos participantes.

O estudo foi realizado com 137 pacientes com leucemia mieloide aguda (LMA), uma variação da doença, de avanço rápido, que ocorre tanto em adultos quanto em crianças. A maior parte desses pacientes (99) apresentava mutações no gene FLT3-ITD, que é responsável pela produção de uma enzima que faz com que as células-tronco da medula óssea se multipliquem. Mutações nesse gene fazem com que a produção da enzima aumente, fazendo com que a doença se desenvolva de forma mais rápida.

Os pacientes que apresentam a mutação no gene FLT3-ITD costumam precisar de quimioterapia intensiva para atingir o estado de remissão (quando o câncer desaparece por um tempo depois do tratamento) e assim, poderem ser submetidos ao transplante de medula óssea.

De acordo com Mark Levis, integrante da equipe de pesquisadores, até três quartos dos adultos com esse tipo de leucemia atingem um estado de remissão da doença com a quimioterapia, mas há 50% de chances de ela voltar, podendo até ser fatal. A maioria dos participantes do estudo já haviam tentado outras formas de tratamento, sem obter sucesso.

O medicamento testado, denominado Quizartinib, bloqueia a produção da enzima relacionada ao gene FLT3- ITD. Dentre os pacientes que apresentavam a mutação no gene, 44% tiveram remissão completa, ou seja, um estágio em que não há mais sinais da doença. Ainda assim, eles precisaram de transfusões de sangue e plaquetas. Já entre o total dos participantes, 34% puderam fazer o transplante de medula óssea após o tratamento com Quizartinib.

O medicamento apresentou alguns efeitos colaterais, como náuseas e anemia, e 10% dos participantes tiveram que suspender o uso. Segundo Levis, os pesquisadores estão agora testando doses mais baixas do medicamento.

2- Remédio diminui a rejeição após transplante

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Um novo medicamento reduz as chances de pacientes que recebem transplante de medula óssea desenvolverem efeitos colaterais, que podem ser fatais.

O estudo foi realizado nas Universidades americanas de Michigan e Washington, com 47 pacientes que receberam transplante de medula com células doadas por parentes. Além da medicação normalmente utilizada após transplantes, os pacientes receberam um medicamento denominado vorinostat, atualmente utilizado no tratamento de alguns tipos de câncer.

Dentre os participantes, apenas 21% desenvolveram uma reação denominada doença do enxerto contra hospedeiro, na qual as células recebidas começam atacar outras células do organismo do paciente. Sem a utilização do vorinostat, a média de pacientes que desenvolvem esse quadro é de 42%.

Os pesquisadores querem agora testar o medicamento em pacientes que recebem o transplante de doadores que não são da família. De modo geral, esses casos apresentam maiores riscos de desenvolverem a reação.

3 – Células geneticamente modificadas

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Linfócitos T, células do sistema imunológico, foram geneticamente modificados por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, para atacar tumores de pacientes com leucemia.

O tratamento foi testado em doze pacientes com câncer em estágios avançados, sendo dez adultos com leucemia linfoide crônica, que costuma aparecer em pessoas com mais de 55 anos, e duas crianças com leucemia linfoide aguda, o tipo mais comum em crianças. Dentre eles, nove participantes responderam positivamente ao tratamento com linfócitos T.

Dois dos três primeiros pacientes a receberem esse tratamento com células modificadas ainda apresentam a doença em estado de remissão (quando o câncer desaparece por um tempo depois do tratamento), depois de mais de dois anos. Para Carl June, um dos pesquisadores do grupo, é possível que no futuro essa técnica reduza ou até substitua a necessidade de transplantes de medula óssea.

As células geneticamente modificadas têm como objetivo atacar células que expressam uma proteína denominada CD19, o que inclui as células tumorais de ambos os tipo de leucemia estudados, além dos linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos. Os linfócitos T também são capazes de se multiplicar, constituindo um verdadeiro “exército”, até que todas as células tumorais sejam destruídas.

Como esse tratamento provoca a destruição dos linfócitos B normais, que são importantes no combate a infecções, os pacientes estão recebendo tratamento com imunoglobulina, de forma a prevenir o aparecimento de infecções.

Fonte: Veja.abril.com.br/noticia/saude

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Cientistas acreditam que podem controlar a doença pela vacinação dos pacientes contra um gene associado ao câncer

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Nova abordagem de tratamento contra o câncer – que fortalece o sistema imunológico de pacientes e que lhes permite lutar contra a doença de forma mais eficaz – está sendo testado em seres humanos, pela primeira vez, no Reino Unido.

O tratamento é baseado em uma vacina de DNA, desenvolvida por cientistas da Universidade de Southampton (Reino Unido), que vai tratar de um grupo de voluntários com leucemia mielóide aguda ou crônica – duas formas de câncer de medula óssea e sangue.

Os cientistas defendem que podem controlar a doença pela vacinação dos pacientes contra um gene associado ao câncer (gene tumor de Wilms 1), encontrado em quase todas as leucemias agudas e crônicas.

Uma equipe de pesquisadores e profissionais de saúde, liderada pelo professor Christian Ottensmeier, de Southampton, e pela doutora Katy Rezvani, do Imperial College London, espera contratar até 180 pacientes para o julgamento que será realizado em hospitais de Southampton, Londres e Exeter, ao longo dos próximos dois anos.

“Na leucemia mielóide crônica, o tratamento atual pode reduzir o câncer, mas a droga deve ser tomada por tempo indeterminado e tem efeitos colaterais desagradáveis. O prognóstico da leucemia mielóide aguda, atualmente, é pobre e melhores tratamentos são urgentemente necessários”, comenta Ottensmeier.

“Nós já demonstramos que este novo tipo de vacina de DNA é segura e pode conseguir ativar o sistema imunológico em pacientes com câncer de próstata, intestino e pulmão. Acreditamos que irá provar ser benéfico para pacientes leucemia mielóide aguda e crônica”.

No estudo, cada participante receberá seis doses de vacina de DNA ao longo de um período de seis meses, com doses de reforço ainda mais se for bem sucedida. A vacina será administrada de uma forma inovadora, utilizando eletroporação, em que pulsos elétricos criam permeabilidade das membranas celulares e permitem maior absorção do material biológico após a sua injeção no tecido muscular e pele. O sistema de eletroporação foi desenvolvido por empresa farmacêutica americana.

O sucesso das vacinas será medido durante um período de dois anos para a leucemia mielóide aguda e vai avaliar a resposta do sistema imunitário à droga através de um marcador da doença (BCR-ABL) para leucemia mielóide crônica.

Fonte: Isaude.net

 
             Pesquisadores do Centro Infantil Boldrini, em Campinas, interior de São Paulo, descobriram uma das causas da leucemia linfoide aguda T, a mais comum em crianças brasileiras. Trata-se de uma mutação em uma proteína que faz com que as células se reproduzam descontroladamente. O estudo foi publicado no domingo 04/09/11 na revista “Nature Genetics” e abre caminhos para o desenvolvimento de um remédio que atue diretamente na célula defeituosa, sem afetar todo o organismo, como no caso da quimioterapia.
 
            Esta é a primeira vez que se identifica uma mutação no receptor de interleucina-7 (ou IL7R), uma proteína que controla a atividade das células T, responsáveis por administrar a ativação do sistema imunológico do corpo. Esta proteína é muito importante para o amadurecimento e a sobrevivência das células-tronco do sangue. Parte das células-tronco sanguíneas forma os linfócitos T, que nascem na medula, migram para o timo (órgão próximo ao coração), onde ocorre o processo de amadurecimento, e depois seguem para outros órgãos. O problema é que a mutação ativa continuamente a proteína, alterando o processo normal de amadurecimento celular, o que leva à proliferação exagerada de linfócitos imaturos.
 
            Essa característica foi identificada em 10% dos pacientes analisados, uma prevalência considerável para esta doença, explica José Andrés Yunes, que coordenou a pesquisa:
 
– Neste caso, 10% é muito, porque não se conhece a causa da leucemia. Não é normal existir um defeito comum com esta prevalência nos pacientes e por isso ela é significativa.
 
            Os pesquisadores já realizaram testes preliminares com algumas drogas que conseguiram eliminar células portadoras da proteína com mutação. O próximo passo é desenvolver anticorpos e remédios para atuar especificamente na proteína.
 
– A quimioterapia cura, mas deixa sequelas. A criança até resiste mais à quimio que os adultos, porque o organismo é novinho. Mas alguns dos quimioterápicos podem deixar sequelas, como problema de coração, crescimento e fertilidade – diz Yunes.
 
            Participaram da pesquisa 201 pacientes com leucemia linfoide aguda T. O estudo é resultado da tese de doutorado da pesquisadora Priscila Pini Zenatti e produto da parceria entre instituições brasileiras e internacionais de pesquisa em saúde.
 
 
Fonte: O Globo
 

               

Lembrei-me hoje dos dias cinzas da minha vida. Nossa quanto tempo eu não falava mais com vocês, meus amigos e leitores. Com vocês eu tive a oportunidade de superar muitas coisas, de viver muitas experiências, foi uma válvula de escape doar vida para vocês quando eu precisava de vida. Doei o que eu mais queria e o que eu mais precisava e foi de coração! O que recebi em troca foi imensuravelmente superior ao que podia imaginar! Aqui trocamos forças vitais!!!

                Os dias passaram, o tratamento e a leucemia se foram, quase um ano e meio depois, aparência voltando ao normal (preciso emagrecer!), mudanças bruscas de rotinas, namorando um homem quase perfeito, ainda sem projetos futuros, sem máscara, olhar mais esperançoso, sorriso menos tímido, alguns medos domados, mas, ainda muitas incertezas e presságios.

                Esse não foi mais um blog de uma garota com câncer, mas, foi um blog de uma garota com câncer que sonhou em mudar histórias. Que ousou olhar nos olhos de muitos e não aceitar que nada pudesse ser feito! Das hipóteses que me foram oferecidas, escolhi a vida! Lutei com todas as minhas forças!  E pude ver muitas pessoas serem mudadas, inclusive eu! Pude ver muitos amigos, que aqui fiz, se restabelecerem.

                Algumas lembrança, confesso, ainda me doem e me fazem desabar uma vez ou outra quando estou sozinha no meu quarto, entretanto, ressalto, que são pouquíssimas vezes. Depois de muito tempo, hoje, eu chorei, chorei profundamente, solucei até, chorei por seis horas seguidas! Chorei enquanto escrevia este post, chorei ao me lembrar da imensa solidão que é lutar sozinha.                

 Lembrei-me do que é passar o final de semana inteiro trancada em um quarto chorando copiosamente e repetindo consigo que tudo vai dar certo! E que aquele final de semana passaria logo e durante a semana trabalhando exaustivamente, quem sabe eu me esqueceria de tudo aquilo. Anestesia, anestesia, anestesia…

                Hoje, pela primeira vez, lembrei-me da solidão que carregava dentro de mim. Desse bichinho que me corroia por dentro, que por vezes me fazia sentir falta de ar, vontade de gritar, que me fazia chorar escondida das pessoas, que me fazia ser agressiva com algumas outras pessoas, que me fazia pegar o carro e sair dirigindo sem destino, que me fazia chatear as pessoas que amava implorando por atenção, que me tirava o equilíbrio emocional ou que me fazia assistir horas e horas de filmes ou ler sobre tudo só para esvaziar a minha mente. Era assim, que eu lidava com os meus fantasmas! Meu corpo era uma casa assombrada!

                Sabe o que é solidão, afinal de contas? É a ausência de relacionamentos significativos! Quando boa parte do que nos cerca se torna superficial! Tai, minha carência como indivíduo existencial, eu tenho carência de relacionamentos significativos! Sempre quando toco em algo superficialmente, ou pelo menos imagino que estou tocando superficialmente em algo, esse bichinho ressuscita! Para me lembrar do quanto me é importante cercar-me de relacionamentos significativos.

                Sempre me gabei de que eu era muito boa sozinha, e que não me importava com ninguém. No entanto, a verdade é que eu sempre me importei com as pessoas, eu sempre me importei em tocar as pessoas e em ser tocada! E para minha desilusão, mesmo ao tocar em algumas pessoas, raramente eu era tocada por elas de volta! O ser humano em sua complexibilidade de arquétipos emocionais, tem a tendência de reproduzir todos os seus medos e traumas quando se sente tocado por alguém! Automaticamente, abrem-se, os sistemas de autodefesas! O amor, o carinho, às vezes, e para muitos, é interpretado como um corpo estranho!  Precisei amar para entender essas reações!!!

                Hoje sei que o lutar sozinha, não foi o que me transformou em uma fortaleza, mas, foi o esvaziar a mente que me conservou a sanidade! Afinal, o que é dominar a mente para quem venceu um monte células descontroladas? O que é um descontrole emocional quando todo o seu corpo viveu um descontrole celular? Não quero apresentar um discurso simplista sobre como superar emoções, quero desabafar sobre o que me moveu a chorar e escrever hoje.

                Enquanto sentimentos como o amor trazem conexão e concatenação, a solidão traz separação e desconectividade. Apesar de que a idéia de separação e desconexão causada pela solidão, é ilusória, mas dessa ilusão, nasce às feridas, os fantasmas e o isolamento. Reforçar esse estado de espírito, pode nos levar a perder o que amamos, pode nos separar daqueles que se importam conosco.

                A idéia da separação e do estar só é apenas uma ilusão, como já afirmei, pois nada se vai totalmente e nada está separado. Principalmente, quando o amor, a pureza, o carinho e a sinceridade é o que faz a conexão. Ficará sempre a lembrança no qual contém toda a experiência e vivência ocorrida, o que é muito rico e o que faz reviver todas as boas histórias de amor e de amizade. Perceber e reconhecer a solidão, foi muito importante para que eu chegasse até aqui!

                Estou usando esse sentimento como alavanca para assumir o controle pleno da minha vida, para agir por si, fortalecer-me-ei em bases, em forças e em objetivos.

 

Logo, Não quero mais estar só!!!

 Bom final de semana a todos!!!

(Autor Desconhecido)

 

Estudos preliminares mostram vacina contra o câncer pode reduzir as células tumorais em pacientes com LMC

A leucemia mielóide crônica distingue-se de outras leucemias pela presença de uma anormalidade genética nas células doentes, denominada cromossomo Philadelphia (Ph). Quando ocorre a translocação desses genes a leucemia mielóide crônica acontece.

 

Atualmente esse tipo de leucemia está sendo tratada com um inibidor inibidores da tirosina quinase, que são uma nova categoria de drogas, como o mesilato de imatinibe. Essa abordagem é conhecida como terapia molecular, já que a droga bloqueia o efeito de uma proteína específica que é a causa principal da transformação leucêmica. A quimioterapia e o transplante de medula óssea são utilizados em último caso, se comprovado que o paciente não responde ao tratamento com medicamentos.

 

O nome mais conhecido do mesilato de imatinibe é o GLIVEC (Laboratório Novartis), droga patenteada.

 

Quais as vantagens de utilizar o tratamento com o GLIVEC?

 

  1. Embora seja considerada uma quimioterapia oral, o cabelo não cai, mas, causa alguns efeitos comuns a um ciclo de quimioterapia normal (endovenosa).
  2. Pode-se ter uma vida normal e ativa sem necessidade de internações. Aliás, as pessoas a sua volta nem desconfiarão de seus problemas de saúde.
  3. Causa mal estar somente por três horas após sua ingestão (Enjôos e tonturas, deixa a gente toda “revirada”.). Por isso, recomenda-se ingerir a noite antes de dormir, assim, sua rotina diária não será interferida.
  4. Apresentar respostas hematológicas mais rápidas e mais freqüentes.
  5. Maior índice de resposta citogenética e menos efeitos adversos.

 

Pontos a considerar e ponderar ao escolher o tratamento, que hoje já é um protocolo preferencial para o tratamento da LMC:

 

  1. Preço: Glivec 400mg com 30 comprimidos R$ 9.124, 72.
  2. Provoca alguns efeitos colaterais, que incluem retenção de líquidos, náusea e vômitos, dores musculares, diarréia, erupções da pele e descamação. Vale ressaltar que a maioria desses efeitos pode ser controlada sem a necessidade de interrupção da terapia. Efeitos como depressão, gastrite, ulceras estomacais e de esôfago,  ulceração da mucosa bucal e problemas cardíacos são efeitos colaterais ocasionais e também podem requerer alterações da abordagem terapêutica. Ainda sim, oferece mais vantagens do que quimioterapia padrão utilizada em outros tipos de leucemia.
  3. O glivec é uma droga utilizada há menos de 15 anos, tempo curto para uma análise científica de sua eficácia para a cura da LMC, teremos que esperar um tempo maior para falar sobre cura com essa medicação, mas, destaco que os índices de controle da doença e de remissão com tal droga chega a patamares de 88%. Remissão é o período em que os sintomas da doença desaparecem e os exames apresentam um quadro de paciente com o sangue normal, entretanto, a doença está apenas adormecida e ainda há riscos de recidivas.
  4. Até que se ache uma cura para esse tipo de leucemia, o Glivec deverá ser utilizado por um grande período e alguns pacientes criam resistência a medicação, sendo necessária a adoção de outro tratamento, inclusive, a indicação para o TMO (Transplante de Medula Óssea).

 

As boas notícias é de que existe estudos na área da Imunologia que pretende criar uma vacina contra a translocação do cromossomo philadelphia, o que consequentemente, trará a cura da leucemia mielóide crônica.

 

Enquanto isso, fala-se de outra vacina que também pode ser uma nova possibilidade:

Johns Hopkins Kimmel Cancer Center, os pesquisadores dizem que os estudos preliminares mostram que uma vacina feita com células de leucemia podem ser capazes de reduzir ou eliminar as últimas células cancerígenas remanescentes em alguns leucemia mielóide crônica (LMC) a tomar o medicamento mesilato de Imatinib (Glivec).

Gleevec, uma das primeiras terapias direcionadas com grande sucesso em pacientes com LMC, destrói as células leucêmicas mais no corpo, mas na maioria dos pacientes, algumas células cancerosas se mantêm e são mensuráveis com sensíveis testes moleculares. Estas células remanescentes são uma fonte de recaída, de acordo com os investigadores, especialmente se a terapêutica com Glivec está parado.

Em um estudo piloto publicado na Clinical Cancer Research, da Universidade Johns Hopkins pesquisadores usaram uma vacina feita a partir de células CML irradiada para travar o seu potencial cancerígeno e geneticamente alterado para produzir um estimulador do sistema imunitário chamado GM-CSF. As células tratadas também carregam moléculas, chamadas antígenos, específicos para LMC, que prime o sistema imunológico para reconhecer e matar células circulantes CML.

A vacina foi utilizada em 19 pacientes com LMC com células cancerosas mensuráveis, apesar de tomar o Glivec, pelo menos, um ano. Uma série de 10 injeções de pele foram dadas a cada três semanas para um total de quatro vezes. Após uma mediana de 72 meses de follow-up, o número de células cancerosas remanescentes diminuiu em 13 pacientes, 12 dos quais atingiram seus níveis mais baixos de células de câncer residual. Em sete pacientes, CML ficou completamente indetectável.

Como o estudo foi realizado em um número limitado de pacientes e não em comparação com outras terapias, os pesquisadores alertam que não pode ter certeza que as respostas foram resultado da vacina.

“Queremos nos livrar de todas as células do câncer passado no corpo, e usando vacinas contra o câncer pode ser uma boa maneira para acabar com a doença residual”, diz Hyam Levitsky, MD, professor de medicina em oncologia e urologia da Johns Hopkins Kimmel Cancer Center. Mais pesquisas para confirmar e ampliar os resultados é necessário, disse Levitsky.

Os investigadores vão testar amostras de sangue de pacientes do estudo para identificar os antígenos preciso que o sistema imunológico está reconhecendo. Com essa informação, eles vão adaptar sua vacina para estudos adicionais para monitorar a resposta imune mais precisamente.

Os pacientes que receberam a vacina experimental experiente relativamente poucos efeitos colaterais que incluem dor no local da injecção e inchaço, dores musculares e febres ocasionais leves.

Segundo os pesquisadores, a maioria dos pacientes com LMC deverá permanecer em terapia com Glivec para o resto de suas vidas. Mais de 90 por cento deles atingir a remissão, mas cerca de 10 a 15 por cento dos pacientes não podem tolerar a droga a longo prazo. “Muitas vezes os pacientes têm baixos níveis sanguíneos de células, retenção de líquidos, náuseas significativas e outros problemas gastrointestinais”, diz Douglas B. Smith, MD, professor adjunto da oncologia na Johns Hopkins Kimmel Cancer Center. terapias secundárias, incluindo dasatinib e nilotinib, também tem muitos efeitos colaterais.

Outro efeito colateral comum do Gleevec, diz Smith, é a fadiga. “Os pacientes muitas vezes me dizem que se sentem cerca de 80 a 90 por cento do que deveria, e ao longo do tempo, isso pode ter um grande impacto na sua qualidade de vida”, diz ele.

Glivec também não pode ser tomado durante a gravidez, e desde que um terço dos pacientes com LMC estão em seus 20s e 30s, muitos pacientes esperando para iniciar as famílias gostariam de interromper a tomá-lo.

“Finalmente, esta abordagem deve provar a vacina para ser bem sucedido, a habilidade para retirar os pacientes da terapia Gleevec ao longo da vida seria um avanço significativo”, afirma Levitsky.

 

Situação: Engordei 8 Kg,  meus cabelos continuam os mesmos,  pois não caíram (!), estudante de Gestão Pública, anos sem se apaixonar (Aliás, nunca me apaixonei de verdade na minha vida!), desenhando sempre que pode, mas nunca pra eu mesma, sedentária, insegura e chorona. Acreditem nunca me imaginei uma pessoa insegura e chorona, mas, o câncer mudou muitas coisas não só o meu corpo…toda a minha alma está em câncer.

 

Pensei que a sensação de estar levando um tratamento na boa iria se sobrepor a todas as outras sensações ruins que um dia já passei. No começo foi assim, levei o mesmo otimismo que eu tinha nas internações junto comigo pra todos os lugares, esbanjando força e equilíbrio. Mas ai voltei pra realidade, tinha se passado quase seis meses, eu estava gorda, com medos que não tinha antes, e totalmente insegura…sem amigos, pois uma boa parte sumiu, sem perspectivas, sem sonhos, com receio de fazer novos projetos e rodeada de pessoas que mal sabem o que se passava comigo. Não havia contado para ninguém… Onde já se viu eu, insegura?

 

 Meses atrás eu fazia músicas, eu adorava ir ao cinema, saia sempre com meus amigos, adorava dança contemporânea, ballet, teatro e fazia mil e uns  cursinhos, estava feliz com a minha aparência, meu peso, meus hobbys. Para onde tudo isso foi?  Não sei dizer, achei que um dia iria  saber…sei meses depois eu me sinto perdida dentro de mim mesma.
Gosto da faculdade e dos meus novos amigos (e os velhos cadê?), e de poder ter a minha casa quando quero me esconder do mundo (o que acontece muitas vezes) de ir trabalhar como se ainda fosse saudável,  fingir o tempo todo que estou bem e que nada mudou. Mas, uma hora é preciso encarar a verdade e encarar as pessoas, que no fundo só procuram uma história triste para fazer sensacionalismo ou para fingir se importar com o que não se importam.
Sei que não entendem que toda vez que eu me olho no espelho, que eu vejo meu rosto, eu penteio os cabelos que tanto tenho medo que caiam e quando eu uso roupas que eu não queria usar, mas, que são as únicas servem em mim, eu desabo literalmente. O lado bom é que já sinto o gosto da comida, meu paladar voltou, o fôlego também, já consigo calçar meus sapatos de salto agulha novamente e o tato d as pontas dos dedos melhoraram, o estômago ainda continua “revirado”, e a boca seca, mas, agora esse sintomas físicos são tão pequenos com os sintomas emocionais que sinto.


Queria ser que o que eu era antes, pelo menos por fora, pelo menos em corpo, e não entendo porque é tão difícil me encarar no espelho todos os dias. Porque é tão difícil me concentrar na vida que eu tenho agora.

 

E pq as pessoas tem que me mandar ser feliz? E porque todos acham que ser feliz é estar num estado de ilusão contínua? Ser feliz é viver de aparências? Eu demonstro ter uma vida tão infeliz assim?

 

Pois bem, digo que apesar dos pesares eu sou feliz…mesmo sofrendo com a não aceitação de minha nova imagem eu ainda pretendo viver no mundo dos vivos como uma viva. Não gosto de me iludir esta é a verdade, não gosto de viver uma vida encenada e vazia. Então vivo os meus momentos com intensidade da tristeza a alegria, da angústia à esperança…e assim vivo de conquista em conquista, um dia de cada vez e emoções a mil.

 

 Gosto de ficar em casa me entupindo de porcarias, na internet o dia todo, assistindo coisas engraçadas e sem fundamento, sozinha, reflexiva, sim, eu consigo ser feliz no meu quarto, tudo que preciso neste momento está nele. Fico feliz com pouco. Uma folha de sulfite branca, muita imaginação, um lápis e criatividade. Afinal, sou livre em meu pensamento, sou sã e no meu pensamento eu posso tudo. Posso inclusive, trazer à memoria aquilo que me dá esperança.

 

Cada um tem sua medida de satisfação e a minha é pequena, mas, suficiente para me fazer concordar de que a vida é boa e muito boa para ser perdida. Hoje posso dizer seguramente que a leucemia não foi a pior coisa que aconteceu em minha vida, mas, foi por ela que eu entendi a fragilidade da estrutura humana. A fragilidade com que somos feitos e é isto me dói, não somos super-homens, não somos super seres, somos uma bolha de sabão, levandos pelo vento e  soprado em multi direções.

Como diz Schopenhauer, quando você analisa sua vida em retrospecto, tem a impressão de que seguiu um enredo, mas, no momento da ação, parece o caos: uma surpresa atrás da outra. Depois, mais tarde, você vê que foi perfeito. E tem uma teoria: se você estiver seguindo seu próprio caminho, as coisas virão até você. Como é seu próprio caminho, e ninguém o percorreu antes, não existe um precedente; logo, tudo que acontece é uma surpresa, e na hora certa.

Então viva! …

Viva cada dia, a sua medida de felicidade nunca dê ouvido aos que os outros acham que é felicidade, pois a sua nunca será como a dos outros, cada um tem o seu ponto de felicidade…

…Descubra o seu e viva!

 

” Não escreverei versos chorosos cantando tristezas infinitas, amores impossíveis, saudades dolorosas, paixões trágicas e não correspondidas. Tenho a vocação para a felicidade. Ser feliz não me traz sentimento de culpa.  Não preciso da tristeza para justificar a inutilidade da vida.  Não preciso morrer e ir ao céu para encontrar a felicidade.Quero-a e tenho-a neste espaço terreno do aqui e do agora. A felicidade, tal e qual, o amor, está dentro de mim, e transborda em ternuras, em melodias, em carinhos, em alegrias, em cantos e encantos. Sou feliz e não preciso me justificar. Sorrio sem ver passarinho verde.  Não tenho medo de ser feliz . Faço minha estrela brilhar sem receio dos encontros, desencontros, encantos e desencantos que o amor me diz.

Contrariedades? Eu as tenho! E quem não as tem na vida secular? Escassez de dinheiro?  Nem é bom falar. Amores não correspondidos? Separações? Rejeições? Saudades incuráveis? Carinhos reprimidos, ternuras guardadas, sem a contra parte do outro?  Eu tenho aos montões. Sou o rei das perdas necessárias ao meu crescimento. Contudo quem não soube a sombra não sabe a luz.E num livro de matemática existencial juntei todos esses problemas insolúveis, com as respostas nas últimas páginas. Mas pra que me debruçar sobre eles, procurando a solução se a própria vida me conduz a resposta final? Sem medo de ser feliz, vou por aqui e por ali… Por onde os caminhos, as trilhas, os atalhos me levarem, traçando meu rumo. Às vezes com alguma tristeza.  Mas quem disse que felicidade é o contrário de tristeza? Tristeza é só uma momentânea falta de alegria! É, amigo, amanhã é sempre um novo dia, e quando a infelicidade passar por aqui, minhas malas estarão prontas para eu ir por ali.”

(Autor desconhecido)

 

Brasil deve ter 480 mil casos de câncer este ano, com predomínio do de pele

Atividades de prevenção em várias cidades marcam o dia nacional de combate à doença

BRASÍLIA – Com estimativa de mais de 480 mil novos casos de câncer no Brasil este ano, autoridades de saúde e organizações médicas promovem neste sábado, 27, atividades de prevenção à doença em várias cidades do País para marcar o Dia Nacional de Combate ao Câncer.

No Distrito Federal (DF), a Secretaria da Saúde, com o apoio de entidades da sociedade civil, faz exames preventivos de câncer de pele, mama e pulmão na Rodoviária do Plano Piloto, na região central da capital federal.

O câncer de pele (não melanoma) deve ser o tipo de tumor mais incidente na população brasileira em 2010, com previsão de 114 mil casos. O presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, regional DF, Gilvan Alves, alerta que as chances de cura aumentam quando o diagnóstico é feito com o aparecimento dos primeiros sintomas, como feridas difíceis de cicatrizar. “O ideal é procurar o médico de seis em seis meses”, aconselha.

Em relação ao câncer de pulmão, o Inca estima que este ano fechará com 17.800 casos entre homens e 9.830 entre mulheres. Esse tipo de tumor é altamente letal, por ser geralmente detectado em estágio avançado. “É uma doença relacionada, principalmente, à exposição ao fumo”, disse o coordenador do Programa de Controle de Câncer e Tabagismo do DF.

Quanto ao câncer de mama, são estimados 49.240 casos em 2010, com um risco de 49 casos a cada 100 mil mulheres.

A mais recente publicação do Instituto Nacional de Câncer (Inca), divulgada na última sexta-feira, aponta que os tipos de tumor mais frequentes nos homens são os de pele (não melanoma), próstata e pulmão. Já nas mulheres, os mais diagnosticados são os de pele (não melanoma), mama e colo do útero. A pesquisa do instituto foi feita em 17 cidades brasileiras, de 2000 a 2005.

Na atual publicação do Inca, as cidades de Porto Alegre, Goiânia e São Paulo aparecem com os maiores índices de registros de câncer entre 2000 e 2005, tanto em homens quanto em mulheres. A capital gaúcha obteve a maior média de incidência da doença: entre os homens, foram 404,16 casos por 100 mil habitantes; e, no público feminino, foram 286,18 por 100 mil.

Fonte: O Estadão


Medulas ósseas transportam amor!

A medula transporta amor!

Caçadores de Medula Óssea

Olá, meu nome é Andréia Kely!

Criei o blog Caçadores de Medula Óssea a fim de reunir todas as informações sobre campanhas de doação de medula óssea, bem como interagir como uma ferramenta educativa, explicativa, esclarecedora e motivadora para todos os que entendem a grandiosidade de doar vida!
Dedico este blog a todos que vivem ou já viveram com diagnósticos de leucemia e doenças do sangue!
Sejam bem vindos, a grande corrente pela vida!

Lembrem-se sempre: Basta apenas uma gota de seu sangue, para que a vida aconteça novamente! A VONTADE é a maior POTÊNCIA do MUNDO!
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