Caçadores de Medula Óssea

Perdão

Posted on: 07/10/2013

perdao

           Será que precisamos nascer com uma personalidade magnetizante ou com uma forte intuição para se sair bem em relacionamentos? Quando se trata de habilidades pessoais, será que tudo é pré-determinado? O final desse relacionamento tinha mesmo que ser assim? Será que as pessoas são mesmo imutáveis? Quando desistimos delas, acreditamos que somos imutáveis, intolerantes e irrelacionáveis. Prefiro que as relações sejam findadas por falta de sentimento, do que por incapacidade de convivência e relacionamento.  Observo que seja qual for a nossa personalidade, educação e temperamento possivelmente em alguma fase de nossa vida magoaremos outro alguém, assim como também seremos magoados.

            Todos os dias, ao acordarmos, recebemos da vida o presente e a oportunidade de nos tornarmos pessoas melhores. E para ser melhor a cada dia, é preciso dar valor à habilidade de se relacionar com os outros! É preciso ouvir! É preciso perdoar! É preciso compreender! É preciso entender e aceitar o feedback do outro! É preciso compaixão e humildade! Em vez de colocar cada pessoa em seu lugar, devemos nos colocar no lugar delas. Pergunte o que grandes personalidades imortalizadas em nossos arquivos históricos tinham de incomum, arrisco afirmar que seja a habilidade de se relacionar com os outros. Seja qual for a sua profissão, seu estado civil, seus sonhos, projetos, aspirações, emoções e etc, cultivar o saber lidar com “gente” é muito mais importante do que qualquer conhecimento que um ser humano almeje ter. A capacidade de lidar com gente faz a diferença entre aqueles que se destacam e aqueles que fracassam em relacionamentos. Na matemática dos relacionamentos, o que faz de você uma pessoa expert não é a “quantidade” de pessoas que já passaram em sua vida, mas, a quantidade de pessoas que “permaneceram” em sua vida. É uma habilidade de valor incalculável!

            Muita gente cai na armadilha de achar que os relacionamentos não são prioridades. Isso não é bom, pois a nossa habilidade de construir e manter relacionamentos saudáveis é o fator mais importante para se sair bem em qualquer área da vida. Ressalto que o manter relacionamentos é tão importante quanto o construir novos relacionamentos. Vivemos numa sociedade de valores descartáveis, cuja importância está em construir “novos relacionamentos” ao invés de “manter e restaurar relacionamentos atuais”. A matemática justa deveria ser sempre a de somar, jamais subtrair.

            O pecado mortal em nossos relacionamentos pessoais é que não damos a eles a devida importância ou deixamos de demonstrar ao outro o que a relação nos significa. Não dedicamos um esforço ativo e contínuo a fazer e dizer coisas que contribuirão para que as pessoas gostem mais de nós, acreditem e confie em nós, nos conheçam melhor, nos compreendam, se identifiquem, portanto, criando nelas o desejo de estar conosco na realização de nossos propósitos e desejos. Aliás, pedimos e cobramos demais e esquecemos-nos de doar! Reclamamos e apontamos os defeitos dos outros e esquecemos-nos de listar suas qualidades, sua importância e significância para nós! Sufocamos o outro com nossas carências. Tudo neste mundo começa com GENTE!

            Vamos encarar alguns fatos: Nem todos possuem a habilidade de iniciar, construir e sustentar relacionamentos bons e saudáveis. Muitos de nós fomos criados em lares problemáticos, e nunca tivemos modelos positivos de relacionamento com os quais pudesse se inspirar. Estamos tão concentrados em nós e nossas necessidades, ou até mesmo sob o filtro da dor, que ignoramos o outro, seu espaço e suas necessidades. Invadimos, constrangemos e desrespeitamos o outro. Gritar as nossas dores, agonias, ansiedades começa a ser mais importante do que o escutar e compreender o outro. Suspeitamos, desconfiamos e inquirimos o outro como se fossem a razão de nossa essência problemática.Colocamos as situações acima do relacionamento. E por mais que mudemos de relacionamentos, continuamos os mesmos. Então, fazemos de nossos relacionamentos elevadores, ora em cima, ora em baixo. Gritamos sem nenhuma coerência, falamos sem nenhum filtro ou análise de nossos julgamentos, importunamos, agonizamos, esquecendo o quão prazeroso é o sussurrar, a cumplicidade de uma boa gargalhada e o compartilhar com o outro nossas adversidades sem agredi-lo, sem incomoda-lo, sem cobranças. Cumplicidade.  Apenas, cumplicidade. Reciprocidade. E é por isso, que afirmo que devemos continuamente lutar para sermos pessoas melhores! Pois quem você é determina a sua maneira de ver tudo a sua volta. O que você é, o que você viveu e os exemplos que assimilou ao seu redor dá o tom para as coisas que você vê. É a sua lente.

Recordei-me de uma anedota:

Um viajante que se aproxima de uma grande cidade perguntou a um velhinho sentado à beira da estrada:

-Como são as pessoas dessa cidade?

-Como eram as pessoas do lugar de onde você veio? O velhinho devolveu.

-Horríveis – disse o viajante. – Más, nada confiáveis, detestáveis em todos os sentidos.

-Ah, – respondeu o velhinho – você verá as mesmas coisas nessas cidades.

Assim que o viajante foi embora, outro parou para perguntar sobre a mesma cidade. Mais uma vez, o velhinho perguntou como eram as pessoas do lugar de onde o segundo peregrino vinha.

-Eram pessoas muito boas. Honestas, trabalhadoras e bastante generosas – respondeu o viajante – Fiquei triste por deixá-las.

– É exatamente o que você verá nas pessoas desta cidade – respondeu o velhinho.

            Todos temos uma série de referências pessoais compostas por nossas atitudes, experiências passadas, incutidas ou temidas, pressuposições e expectativas no que se refere a nós mesmos, a outras pessoas e à vida. Esses fatores determinam se somos otimistas ou pessimistas, alegres ou apáticos, crédulos ou desconfiados, amigáveis ou reservados, valentes ou tímidos. E não dão o tom somente de como vemos a vida, mas também de como permitimos que as pessoas nos tratem. E o pior, e de como que certamente erraremos com o próximo.

            E se hoje escrevo esse artigo, não é porque sou uma expert em relacionamentos. Ao contrário, cometi todos esses erros. No entanto, permito-me corrigir. Luto para vencer minhas falhas. Busco o meu aperfeiçoamento, como individuo. E é por isso que peço perdão a todas as pessoas que um dia agredi com minha falta de preparo em me relacionar e conviver com os outros. Pelas vezes que não escutei, não dei ouvidos, que insisti e que falei além do que devia. Pelos comentários feitos em momentos inapropriados. Perdoe-me pelos telefonemas de forma inconveniente. Pelas vezes que invadi o seu mundo, os seus momentos, a sua privacidade, o seu ser, o seus sentimentos. Pelas vezes que invadi o seu momento de ficar só. Pelas vezes que desisti da vida, da minha própria vida. Pelas vezes que desisti do tratamento. Pela minha ansiedade e carência absurda. Perdoe-me pelo desrespeito! Perdoe-me pela agressão! Pelos altos e baixos em meu temperamento, aliás, pela destemperança. Que possamos retomar o nosso relacionamento de onde ele parou, mas, não da mesma forma de onde e como ele parou, pois hoje enxergo e reconheço os meus erros. Sei o que preciso melhorar! Sei atitudes que devo mudar! E agora enxergo formas de fazer diferente. Agora vejo os meus erros e os referenciais errados ao qual me reportei todo este tempo. Hoje, sei como me tornar uma pessoa mais confiante, mais respeitosa, mais compreensiva e companheira. Hoje, sei que posso ser uma pessoa aberta ao diálogo, a um feedback. Hoje eu sei te ouvir. Hoje reconheço o seu lado da história, reconheço o seu lugar na minha vida e reconheço o quanto eu errei, o quanto te afligi com minhas inseguranças, ansiedades, desequilíbrios e destemperanças. Peço a você, que me dê à oportunidade de ser uma pessoa melhor! Que me dê à oportunidade de reviver o nosso relacionamento de forma diferente, assertiva e compreensiva. Por favor, não desista de mim! Eu sei que eu posso ser uma pessoa diferente. Eu sei que posso amadurecer o meu “Eu”. Eu sei que posso vencer os meus obstáculos interiores. E para isso eu preciso de você! Eu preciso do seu perdão. Vamos viver melhor. Vamos nos relacionar da melhor forma. Pois, hoje eu celebro a cura das minhas emoções, pensamentos e atitudes. Hoje, celebro um novo Eu. Um novo destino e escolhas melhores e maiores.

Com amor extravazante,

Andréia Kely

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Olá, meu nome é Andréia Kely!

Criei o blog Caçadores de Medula Óssea a fim de reunir todas as informações sobre campanhas de doação de medula óssea, bem como interagir como uma ferramenta educativa, explicativa, esclarecedora e motivadora para todos os que entendem a grandiosidade de doar vida!
Dedico este blog a todos que vivem ou já viveram com diagnósticos de leucemia e doenças do sangue!
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