Caçadores de Medula Óssea

Roteiro de férias: Série The Big C

Posted on: 04/01/2011

 

No dia 16 de agosto o canal americano Showtime estreiou a série “The Big C”, produção que pretende apresentar uma abordagem mais leve e idílica do cotidiano daqueles que sofrem de câncer.

A série foi criada pela atriz Darlene Hunt em sua primeira empreitada no formato. Até agora, Hunt tinha escrito apenas dois episódios de “90210″. A ideia surgiu quando Hunt percebeu conhecer várias pessoas que sofriam da doença, mas nenhuma delas parecia abalada com o fato. Ao contrário, todas enfrentavam a situação com bom humor.

Estrelada por Laura Linney, a série apresenta Cathy Jamison, uma esposa, mãe e professora de Minneapolis vivendo uma vida reservada, quase sufocada. Cathy vê seu mundo virar de cabeça para baixo quando recebe o diagnóstico de câncer de pele.

A doença transforma-se em ponto de partida para Cathy mudar sua postura diante da vida. Cansada de ser condescendente, ela passa a fazer e a dizer o que lhe dá na cabeça. Suas opiniões e suas decisões terão que satisfazê-la, não importa se as pessoas que a cercam gostem ou não. O tempo urge e Cathy precisa aproveitá-lo.

O problema é que ela está em dúvida se deve ou não contar a sua família que sofre de câncer. Desta forma, seu marido imaturo, seu filho mimado e seu irmão sem teto não conseguem compreender as mudanças de atitude de Cathy. Anteriormente reservada, ela passa a buscar a companhia de estranhos, tentando compreender um estilo de vida que nunca teve. Uma das pessoas é a vizinha Marlene (Phyllis Sommerville), uma senhora rabugenta com quem Cathy sempre teve problemas mas que agora passa a ser seu apoio.

O câncer é uma doença que vem sendo utilizada com maior frequência por roteiristas de séries para o desenvolvimento de uma trama ou de um personagem. A mais conhecida, até o momento, é “Breaking Bad”, na qual o personagem descobre sofrer de câncer, passando a ter um comportamento que, simbolicamente, o transforma em um câncer em seu ambiente familiar.

A doença chega de mansinho, consumindo o espírito das pessoas que sofrem do mal e daquelas que convivem com o paciente. Geralmente, é vista pelas produções seriadas como uma fatalidade ou um recurso do roteirista para criar situações, especialmente nos melodramas. Agora, pela primeira vez na TV americana (ao menos que se tenha notícias), o câncer será tema de uma produção divulgada como comédia.

A presença desse tipo de doença no gênero se deve graças às mudanças que o formato sofreu a partir da década de 70, com as produções das topical sitcoms, nas quais temas polêmicos e tabus eram discutidos livremente. Enquanto que, em 1972, “M*A*S*H” introduziu a morte no enredo fixo de uma sitcom, que era situada durante a Guerra da Coréia, o episódio “Chuckles Bites the Dust”, de “Mary Tyler Moore”, de 1975, explorou a morte como motivo para rir.

“The Big C” não representa o formato sitcom, propriamente dito. Trata-se de uma dramédia, subgênero no qual “M*A*S*H” transformou-se ao longo de sua produção. As dramédias costumam acentuar o tom dramático ou o tom cômico, dependendo da escolha do produtor. Em nenhum dos dois casos existe a obrigação de fazer rir. Essa abordagem apresenta um tom idílico e bizarro, mesclando-os com situações dramáticas, aos temas propostos. Mesmo assim, “The Big C” é divulgada como comédia, na qual a personagem de Laura deverá prover o humor sobre a doença pela forma como encara sua situação.

Originalmente batizada de “The C-Word“, a série tem 13 episódios encomendados para a primeira temporada. A ideia é retratar um ano da vida de Cathy por temporada, apesar de seu médico ter previsto que ela teria apenas 18 meses de vida.

No elenco também estão os atores Oliver Platt, Brian Cox, Gabourey Sidibe, Idris Elba e Cynthia Nixon.

Fonte: Revista Veja

 

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