Caçadores de Medula Óssea

Estar vivo…com Leucemia Mielóide Crônica (LMC)

Posted on: 31/07/2010

Não é o fim, erga a cabeça e, saiba que há tratamentos avançados e revolucionários!!!
Quando uma leucemia é diagnosticada a idéia de morte vem-nos imediatamente à cabeça… No entanto, convém saber que há vários tipos de leucemia e que uma delas, a leucemia mielóide crônica (LMC), está a caminho de ser uma doença curável.

Segundo o dicionário de língua portuguesa a leucemia é uma “doença caracterizada pela reprodução constante dos glóbulos brancos do sangue que nunca chegam a atingir o estado de desenvolvimento suficiente para combaterem as infecções”.
Contudo, o dicionário não diz que existem diferentes tipos de leucemia. Que um destes tipos, a LMC, foi o primeiro cancro cujo mecanismo foi decifrado pelos investigadores, nem que essa descoberta lhes permitiu criarem a primeira droga anti-cancro, um fármaco especificamente desenvolvido para bloquear e inibir as alterações moleculares anormais responsáveis pelo aparecimento desta doença, o mesilato de imatinib.
O que é a leucemia?

A leucemia é uma doença maligna com origem nas células imaturas da medula óssea que se manifesta pela produção descontrolada de glóbulos brancos e pelo mau funcionamento da medula óssea, que diminui progressivamente a produção de células normais, dando origem ao aparecimento de anemias, infecções e hemorragias que conduzem à morte do doente, caso a situação não seja tratada.
Existem vários tipos de leucemia que se caracterizam pelo tipo de célula afectada e esta pode, ainda, ser aguda ou crônica, dependendo da velocidade de proliferação das células leucêmicas.
O que é a leucemia mielóide crônica?
A leucemia mielóide crônica (LMC) é um dos quatro tipos de leucemia existentes e é bastante rara. É um distúrbio hematológico (do sangue) no qual há uma produção excessiva de glóbulos brancos imaturos (leucócitos) que se caracteriza pela presença de células anormais, com uma alteração genética chamada cromossomo Filadélfia, detectado na medula óssea de 95% dos pacientes com LMC.
Quais os sintomas?

 

Numa fase inicial, a LMC é assintomática. No entanto, certos indivíduos apresentam sintomas como cansaço e fraqueza, letargia, perda de apetite e de peso, diarréias, náuseas, enjôos, febre, suores noturnos e dores articulares.
“Com o passar do tempo, os pacientes adoecem mais facilmente, uma vez que a imunidade cai e a quantidade glóbulos brancos leucémicos aumenta, enquanto os glóbulos brancos normais, os de glóbulos vermelhos e as plaquetas diminuem, provocando palidez, e, em alguns casos, infecções e hemorragias”, refere Herlander Marques, onco-hematologista no Hospital de São Marcos, em Braga.
Como se diagnostica?

 
Mais de metade dos diagnósticos são feitos por acaso, através da observação de análises de sangue simples em exames de rotina. No caso da LMC, esta análise revela uma quantidade muito elevada de glóbulos brancos, que varia entre os 50.000 e os 1.000.000 por microlitro (sendo que a quantidade normal é de menos de 10.000). Uma vez diagnosticada, fazem-se testes que definem em que fase está a doença para que possa ser desenvolvido um plano de tratamento.
Segundo explica Herlander Marques, “a evolução da LMC estende-se por vários anos e ocorre em três fases: a crônica, a acelerada e a blástica (leucemia aguda), esta última com evolução para a morte em apenas alguns meses“.
Novas perspectivas
Tratamento e prognóstico
Este tipo de leucemia foi o primeiro cancro em que se conseguiu definir o mecanismo responsável pelo seu aparecimento, o que veio facilitar o trabalho dos investigadores no desenvolvimento e criação, em 2000, da primeira chamada droga anti-cancro: o mesilato de imatinib.
Como funciona?
O mesilato de imatinib é um medicamento oncológico inovador que tem como alvo a actividade de um tipo específico de enzimas, as tirosino-quinases, que desempenham um papel importante no interior de algumas células cancerígenas.
No caso da leucemia mielóide crónica, o mesilato de imatinib inibe a tirosinase quimérica produzida a partir de um gene do cromossoma Filadélfia, a anomalia causadora da LMC na maioria dos pacientes.

Como era antes?

Os tratamentos convencionais para a LMC eram, até finais dos anos 90, a quimioterapia, o transplante de medula óssea, a radioterapia, o interferão-alfa e a hidroxiureia, demasiado agressivos e com muitos efeitos secundários.
A partir do momento em que o mesilato de imatinib foi criado, os oncologistas deixaram de utilizar este tipo de terapêuticas.
Quais os benefícios?
Para além de apresentar poucos efeitos secundários – uma vez que ataca apenas as proteínas malignas presentes nas células cancerosas, poupando as células sãs (ao contrário da quimioterapia anti-cancerosa), este fármaco aumenta substancialmente a taxa de sobrevivência: passados cinco anos de serem diagnosticados e iniciarem o tratamento, cerca de 90% dos pacientes continuam vivos e vêem as suas células tumorais reduzidas em cerca de 99,9%.

Monitoria ajuda a melhorar tratamento
A monitoria dos níveis de imatinib no sangue de pacientes com LMC e a sua resposta à terapia é fundamental para ajudar os investigadores a reajustar a dosagem terapêutica mais adequada.
Para tal, o European Treatment and Outcome Study (EUTOS) for CML (LMC, em português) está a constituir um banco de dados que se espera vir a aperfeiçoar o tratamento, a cura e a qualidade de vida dos pacientes com LMC.
Números que falam por si só:
Na América do Sul surgem, todos os anos, 5.000 a 10.000 novos casos de LMC.

Revisão científica: Dr. Herlander Marques (médico onco-hematologista no Hospital de São Marcos e membro da Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas)

Fonte: Revista Prevenir

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1 Response to "Estar vivo…com Leucemia Mielóide Crônica (LMC)"

Gostaria de saber se existe um tratamento para LMAGUDA. Qual o tempo que tem uma pessoa que se encontra com esta doença??

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