O professor T. Colin Campbell, da Universidade Cornell em Nova Iorque, autor de um dos maiores estudos realizados sobre a relação entre câncer e hábitos alimentares, passou a infância em uma fazenda. Talvez a sua experiência com a terra tenha sido muito útil, pois Campbell soube, melhor do que qualquer outra pessoa, formular com grande exatidão, a relação íntima que existe entre o desenvolvimento do câncer e a alimentação. Ele compara, com muita propriedade, as três etapas do crescimento dos tumores (iniciação, promoção e progressão) com as do crescimento das ervas daninhas. A iniciação é a fase em que o grão se deposita no solo. A promoção é aquela em que ele se torna uma planta. A progressão é a fase em que o grão se prolifera de maneira descontrolada, invadindo os canteiros de flores, as alamedas do jardim e até a calçada na rua… Uma planta que não prolifera não é uma erva daninha.

A iniciação – a presença de um grão potencialmente perigoso – depende grandemente de nossos genes ou das toxinas presentes no nosso meio ambiente (radiação, produtos químicos cancerígenos etc.). Mas seu crescimento (a promoção) depende da existência de condições indispensáveis à sua sobrevida: uma terra favorável, água e sol.
No livro que dedicou a seus 35 anos de experimentação sobre o papel dos fatores nutricionais no câncer, Campbell conclui: “A promoção pode ser reversível, dependendo do fato de o primeiro microtumor canceroso receber ou não as condições necessárias ao seu crescimento. É nesse nível que os fatores nutricionais desempenham um papel bastante importante. Alguns desses fatores (os ‘promotores’) alimentam o crescimento do câncer. Outros (os ‘antipromotores’) o desaceleram. O câncer prospera quando há mais promotores do que antipromotores. Ele desacelera ou pára quando os antipromotores dominam. É um mecanismo de pêndulo. Impossível sublinhar suficientemente a importância capital dessa reversibilidade [1]. A foto ilustra o Dr. David Servan-Schereiber, autor do livro “Anticâncer”, demonstrando, na prática, uma das suas refeições favoritas.

A alimentação adequada é indispensável a todos os seres vivos, para a manutenção da saúde, para a diminuição dos riscos de doenças e também para a restauração da saúde comprometida. O nosso sistema imunológico, o sistema que nos defende contra as infecções por bactérias e vírus e contra o câncer, depende fundamentalmente dos elementos nutritivos e dos micronutrientes extraídos dos alimentos que ingerimos. A má alimentação ou a alimentação inadequada, a carência de alguns nutrientes essenciais e a desnutrição podem se constituir em fortes inimigos dos pacientes com câncer.
O organismo de um indivíduo com câncer encontra-se combalido pela própria doença e pelos diversos tratamentos a que foi ou está sendo submetido, tais como cirurgia, radioterapia, quimioterapia, medicamentos antiinflamatórios, antibióticos, agentes anestésicos, dentre outros. Portanto, poupe o seu fígado e outros órgãos de agressão extra, evitando a ingestão de certos alimentos de difícil assimilação pelo organismo ou fortemente condimentados. Uma boa alimentação é uma parte extremamente importante no tratamento do câncer. Ingerir alimentos corretamente indicados, antes, durante e depois do tratamento faz com que você se sinta melhor e mais bem disposto.
Praticamente todos os pacientes com câncer experimentam perda de peso que, em certos casos, pode ser acentuada. Por isso alimentem-se bem, evite o pão branco, carnes e produtos de origem animais que são ricos em gorduras saturadas, colesterol, cloretos e muitas outras substâncias que atuam como verdadeiros venenos dentro do corpo. Aquela máxima é verdadeira, você é o que come! Coma alimentos saudáveis e ricos em vida e energia! Trate sempre seu corpo com carinho!
Fragmentos do livro Anticâncer do Dr. David e Grupo Ezequiel.

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